Equipe de startup e investidores analisando contratos em mesa de reunião moderna
✨ Resuma este artigo com IA

Rodadas de captação usando SAFEs (Simple Agreement for Future Equity) se tornaram estratégias comuns para startups que buscam crescer rápido sem travar em burocracia. Eu, como advogado focado no universo de tecnologia e negócios de alto crescimento, acompanhei de perto esse movimento e vejo como uma rodada SAFE bem desenhada pode realmente abrir portas importantes.

Mas a verdade é que cada empresa tem seu próprio ritmo e desafio. Por isso, estruturar SAFEs exige não só conhecimento jurídico, mas também profundo entendimento do jogo: produto, mercado, capital e execução. Esse é o tipo de trabalho que procuro entregar em todos os meus projetos, inclusive neste aqui no Matheus Martins, onde minha missão é simplificar o complexo e criar estrutura para quem está pensando no próximo nível.

Por que empresas em crescimento escolhem o SAFE?

Em geral, vejo duas razões bem claras na preferência pelo SAFE: velocidade e simplicidade. O SAFE diminui etapas em relação ao investimento tradicional, acelera a negociação com investidores e evita discussões que só fariam sentido em outras fases do negócio.

Empresas ágeis não querem travas logo na largada.

Outro fator é a flexibilidade. Documentos extensos, valuation fixado, múltiplas revisões... tudo isso pode desgastar antes mesmo da empresa conquistar seu espaço. O SAFE corta caminhos, criando uma porta de entrada para investidores sem a perda de tempo típica da venda de participação direta na empresa.

O que considerar antes de iniciar uma rodada SAFE

No meu dia a dia, sempre recomendo pensar em três aspectos principais antes de tomar qualquer decisão sobre rodadas SAFEs:

  • Necessidade real do dinheiro: O SAFE não é só um pedaço de papel. Ele representa um futuro sócio. Vale a pena revisar se o dinheiro captado tem um plano claro de uso.
  • Estrutura societária: SAFEs acumulados podem gerar dores de cabeça lá na frente, especialmente quando convertem em participação. Antecipar cenários ajuda muito a evitar surpresas.
  • Comunicação clara com investidores: Nem todos têm experiência prévia com esse mecanismo. Gosto de explicar, desenhar cenários e garantir que ninguém está entrando num acordo sem entender cada detalhe.

Etapas para estruturar uma rodada SAFE eficiente

É nessa parte que o trabalho prático aparece. Estruturar uma rodada SAFE não é só baixar um formulário na internet e sair preenchendo. Requer, na minha experiência, uma sequência bem definida de passos:

1. Definição do objetivo da rodada

Toda rodada, não importa o instrumento, precisa de um objetivo claro. Você está buscando crescer a equipe, expandir marketing, investir em tecnologia? Ter isso detalhado facilita tudo: da conversa com investidores aos próprios termos do SAFE.

2. Escolha do modelo de SAFE

Existem variantes do SAFE: com desconto, com valuation cap, híbridos. Eu sempre recomendo alinhar o modelo às expectativas do investidor e às estratégias de captação da empresa. Por exemplo, um SAFE com valuation cap costuma ser mais bem visto, pois oferece visibilidade ao investidor sobre o teto do valor pelo qual vai entrar.

3. Redação personalizada do contrato

Apesar de existirem modelos de contrato, cada SAFE deve ser adaptado à realidade daquela empresa e daquela rodada. Aqui no Matheus Martins, costumo analisar:

  • Condições de conversão: quando, como e em que situação o SAFE vira participação
  • Exceções: o que acontece se houver aquisição da empresa antes da próxima rodada?
  • Cláusulas específicas: direitos de informação, veto, tag along ou outros pontos relevantes para aquele investidor ou aquele momento

4. Organização de captable e registros

Um ponto que frequentemente vejo ser subestimado: se não houver controle rigoroso do captable ao longo das rodadas, você pode acabar em um cenário confuso. Ferramentas simples, boa documentação e rotinas de atualização fazem toda diferença. Isso fica ainda mais visível quando chega o momento de uma Due Diligence ou de uma rodada Série A, por exemplo.

Pessoas revisando contratos e documentos em uma mesa de reunião

5. Roteiro de comunicação para investidores

Participo ativamente desse processo: envio de documentos, conversas de alinhamento e sessões para tirar dúvidas. Inclusive, abordar rodadas SAFE é tema recorrente nas minhas mentorias. Como a comunicação prévia pode evitar ruídos, esse roteiro costuma incluir:

  • Material explicativo sobre o SAFE e suas consequências
  • Simulações de como funcionam os cenários de conversão
  • Perguntas frequentes e respostas diretas

Cuidados práticos na implementação

É fácil perder detalhes enquanto a empresa vive o ritmo acelerado do crescimento. Já presenciei situações em que cláusulas ambíguas, descuidos em registro ou falta de rastreio dos aportes geraram confusões. Por isso, um olhar criterioso nos seguintes pontos faz toda a diferença:

  1. Ajuste fino nas cláusulas de conversão: Evite surpresas no futuro, deixando bem claro o que constitui um evento de liquidez.
  2. Transparência na prestação de informações: Investidores querem saber onde estão entrando, mesmo sem se tornarem sócios de imediato.
  3. Atualização constante do captable: Esse documento é vivo e sempre deve refletir o estado real dos SAFEs emitidos.

Nesse sentido, vinculo muitos conceitos que discuto nas categorias transações e contratos, porque cada SAFE é, ao mesmo tempo, uma negociação e uma previsão contratual para o futuro.

Algumas perguntas que sempre ouço de empreendedores

Empreendedores geralmente têm dúvidas recorrentes. Destaco algumas que surgem bastante:

  • Se eu fizer vários SAFEs, posso perder o controle da empresa depois?
  • Preciso registrar o SAFE em algum órgão?
  • Como fica a relação com o investidor até a conversão?

Respostas rápidas: SAFEs acumulados exigem atenção ao captable. O registro não é obrigatório, mas organizar documentação ajuda muito. E, durante o período entre aporte e conversão, investir em transparência fortalece o relacionamento.

Nessa trilha, recomendo aos fundadores também darem uma olhada em conteúdos sobre empreendedorismo, pois a jornada de captar investimento está totalmente ligada aos temas de governança, liderança e visão de longo prazo.

Exemplo prático: do primeiro SAFE à próxima rodada

Recentemente, acompanhei um caso em que o SAFE foi fundamental para dar velocidade à expansão. O contrato foi ajustado para prever um valuation cap realista, contemplando os interesses do investidor e a necessidade da empresa não travar o crescimento. Antes mesmo da conversão, a empresa já ganhou confiança para negociar próximos passos, com base nos dados colhidos e na estrutura bem montada desde o início.

Reunião de startup com investidores e quadro branco ao fundo

Para se aprofundar nesse tipo de tema, costumo escrever exemplos práticos, como neste post sobre negociação de rodadas SAFE e também nesta análise de cenários de conversão. São reflexões bem objetivas para quem quer ver teoria aplicada na rotina.

Conclusão: clareza, ritmo e parceria fazem a diferença

Estruturar uma rodada SAFE não é só um exercício jurídico, mas também uma estratégia de negócios. Na minha experiência, esse processo funciona melhor quando a empresa tem o apoio de alguém que une conhecimento técnico, experiência prática e foco no resultado – foi por isso, aliás, que criei o projeto Matheus Martins e sigo ajudando fundadores a tomarem decisões com confiança e visão ampliada.

Ter estrutura jurídica não é luxo, é base para crescer mais rápido e com menos riscos.

Se você busca apoio direto, consultoria ou uma segunda opinião antes de decidir sua estrutura de captação, fique à vontade para conhecer mais sobre o meu trabalho – juntos, podemos montar uma solução no ritmo do seu crescimento.

Perguntas frequentes sobre SAFEs em empresas em crescimento

O que é um SAFE para startups?

O SAFE é um contrato simples que permite ao investidor aportar capital em troca do direito de converter esse investimento em participação societária futura, geralmente quando a empresa fizer sua próxima rodada. Ele não traz os mesmos direitos e obrigações de um sócio imediato, o que dá velocidade e flexibilidade ao processo de captação.

Como funciona uma rodada SAFE?

Em uma rodada SAFE, a startup levanta recursos com base em contratos que prometem, no futuro, converter o valor investido em participação (equity). A conversão ocorre com base em eventos, como a próxima rodada de investimentos qualificada, usando critérios definidos no próprio SAFE, como desconto ou valuation cap.

Como estruturar uma rodada SAFE?

O processo passa por definir o objetivo de captação, escolher a versão do SAFE (com ou sem discount, valuation cap, etc.), redigir o contrato adequado ao contexto, organizar o controle do captable e alinhar uma comunicação clara com todos envolvidos. Recomendo apoio profissional na personalização do contrato para evitar riscos futuros.

Quais são as vantagens de usar SAFE?

O SAFE traz simplicidade, agilidade e reduz discussões sobre valuation em um momento inicial da empresa. Também facilita a entrada de novos investidores e evita redigir contratos societários complexos antes do tempo. É uma forma prática para startups ganharem tração sem travar a operação.

Quanto custa implementar um SAFE?

Os custos dependem do apoio jurídico, da complexidade do contrato e dos processos internos da empresa. Um SAFE bem-feito pode economizar tempo e recursos em comparação a outros instrumentos societários. É comum que startups em fase de crescimento invistam em consultorias pontuais para garantir contratos sólidos e eficientes.

Compartilhe este artigo

Quer tomar decisões com mais clareza?

Saiba como ter apoio jurídico estratégico para estruturar e crescer seu negócio de forma segura e ágil.

Saiba mais
Matheus Martins

Sobre o Autor

Matheus Martins

Sou advogado especializado no apoio a empreendedores, especialmente do setor de tecnologia, auxiliando nas tomadas de decisão, estruturação de operações e negociações. Com uma abordagem próxima, pragmática e focada na solução efetiva de problemas, busco simplificar questões jurídicas complexas para garantir clareza e segurança em negócios. Meu trabalho alia leitura de negócios à visão jurídica para apoiar o crescimento das empresas de forma estratégica e segura.

Posts Recomendados