Gestores de startup em reunião analisando quadro de governança corporativa
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Ao longo da minha atuação com startups, principalmente do universo de tecnologia, percebi como a energia costuma estar sempre voltada ao produto, ao mercado e à próxima rodada de investimento. Isso é natural. Porém, basta um pequeno tropeço na governança para que a escalada do negócio trave e surjam problemas que poderiam ter sido previstos e organizados.

Costumo dizer aos fundadores que, mesmo em 2026, não existe mágica: decisões bem estruturadas são aquelas que misturam visão jurídica e sensibilidade para o negócio, exatamente a abordagem que tento trazer nas consultorias e mentorias que ofereço por meio do projeto Matheus Martins. Compartilho abaixo os principais erros de governança que tenho visto se repetir e que, honestamente, podem ser evitados se o empreendedor souber onde pisar.

Falta de clareza sobre papéis e poderes

Esse erro é um dos campeões. Já presenciei diversas discussões entre sócios por conta da ausência de definição clara de poderes, responsabilidades e fluxo de decisões. Ao crescer, a startup sente o impacto disso de maneira muito direta: ninguém sabe quem decide o quê, contratos ficam mal assinados e decisões importantes acabam mal justificadas ou, pior, contestadas.

“Quando tudo parece indefinido, até boas decisões se tornam problemáticas depois.”

Em minha experiência, o ideal é formalizar desde cedo, de preferência por meio de um contrato de sócios bem detalhado, pontos como:

  • Quais decisões exigem unanimidade?
  • O que cada sócio pode decidir sozinho?
  • Como será o registro e acompanhamento dessas deliberações?

Não subestime o valor desses registros. Eles evitam “memórias seletivas” e garantem que todos sigam alinhados estrategicamente.

Pessoas-chave sem alinhamento de longo prazo

Outro ponto sensível é a falta de compromisso a longo prazo das pessoas decisivas. Já vi startups perderem talentos estratégicos porque não havia mecanismos que incentivassem a permanência.

Duas pessoas assinando um contrato em uma mesa moderna de startup, papéis e notebooks espalhados

Sem contratos como vesting ou acordos de permanência, é difícil garantir a continuidade da liderança e do conhecimento dentro do negócio. E, segundo vejo no dia a dia das operações, lidar com “fuga” de sócios ou executivos sem ter se preparado antes é doloroso e caro, dá para estruturar facilmente e com resultado.

Desorganização na captação de investimentos

De acordo com minha atuação acompanhando negociações, vejo que a pressa para captar pode gerar problemas sérios de governança. Se a startup faz acordos “de boca” ou não deixa registradas as condições combinadas, todo mundo se confunde sobre direitos, deveres e até quem realmente é dono de parte da empresa.

Listei algumas situações que já vi:

  • Captações informais sem ata registrada
  • Condições diferentes prometidas para investidores, mas nunca oficializadas
  • Participações “fantasmas” que surgem anos depois, em momentos críticos

No projeto Matheus Martins, sempre recomendo garantir transparência na comunicação e, principalmente, no registro das rodadas. É o tipo de cuidado que aproxima o investidor e protege o empreendedor de surpresas desagradáveis.

Documentação insuficiente ou confusa

Documentação não é só papel: é a memória da empresa e o alicerce das decisões. Muitas startups pecam ao achar que basta assinar qualquer documento, sem se preocupar com o conteúdo e onde ele fica guardado.

Já atendi clientes que tiveram que refazer todas as atas de reuniões ou renegociar contratos importantes porque não havia um padrão mínimo de organização.

Manter todos os documentos acessíveis, atualizados e claros faz diferença entre crescimento seguro e dor de cabeça.

Um sistema simples de pastas, uso de ferramentas digitais e o bom hábito de revisar contratos periodicamente ajudaram várias empresas que assessorei a evitar perdas financeiras e conflitos jurídicos.

Confusão societária por contratos mal feitos

Quando startups aceleram, muitas vezes buscam modelos prontos de contratos para ganhar tempo. O problema? Cada negócio é único, cada dor é diferente. Contratos genéricos geram interpretações diversas e, frequentemente, não refletem a realidade da operação.

“Um contrato ruim acende conflitos que antes nem existiam.”

No meu ponto de vista, a adaptação do contrato, com auxílio de alguém que compreenda tanto o negócio quanto o aspecto jurídico, previne litígios e insegurança. Se você quer se aprofundar mais, sugiro ler materiais que escrevi sobre contratos para startups, que abordam situações reais e soluções práticas.

Governança ignorada até o “fogo” chegar

Muitos fundadores só se preocupam com governança em situações de crise: entrada de investidor grande, conflito entre sócios, ameaça judicial. Mas, agir só na emergência traz soluções improvisadas, mais caras e menos eficazes.

Reunião tensa de sócios de uma startup discutindo um problema, expressão séria, gráficos de desempenho na mesa

O que vejo dar resultado de verdade é uma governança tratada como processo contínuo, revisada a cada etapa do crescimento. Isso já foi tema também em artigos no meu blog sobre governança e empreendedorismo.

Ignorar o dinamismo do negócio

Mecanismos de governança que funcionaram no início podem não se encaixar mais após uma rodada de investimento ou mudança no time. Presenciei várias situações em que startups não atualizaram contratos, não revisaram acordos de sócios ou não ajustaram poderes conforme a entrada de novos investidores.

Negócios mudam, pessoas mudam, contratos também precisam mudar.

Na minha prática, sugiro revisões periódicas. A cada grande evento societário, ao menos um rápido diagnóstico evita falhas clássicas.

Falta de rotina para compliance e ética

Por mais tentador que seja “deixar para depois”, criar desde o início uma cultura de respeito à ética e ao compliance é decisivo para startups. Quando um simples problema de compliance estoura, pode se transformar em crise de confiança perante investidores, clientes e o próprio time.

Práticas básicas como política de conflito de interesses, registro organizado de decisões e transparência nos números já evitaram, na minha experiência, desgaste com sócios e até impacto no valuation em rodadas futuras.

Para uma análise mais ampla, recomendo visitar artigos que aprofundo em casos de compliance e também lições aprendidas em ajustes de governança pós-investimento.

Conclusão

Minha visão como advogado e mentor de negócios é que todos esses erros têm solução simples se a startup olhar para a governança com o mesmo carinho que olha para o mercado, produto ou pitch de investimento. Governança não é só papel: é direção, clareza e proteção para quem corre contra o tempo.

Se o seu objetivo é simplificar o complexo e estruturar escolhas com segurança e linguagem direta, acredito que posso apoiar com soluções sob medida. Entre em contato e conheça como o projeto Matheus Martins pode impulsionar seu crescimento com decisões jurídicas que realmente destravam o negócio.

Perguntas frequentes sobre erros de governança em startups

Quais são os erros de governança comuns?

Os mais comuns são ausência de contrato de sócios claro, decisões importantes sem registro, captação de investimento sem organização documental e falta de revisão periódica dos documentos. Também vejo recorrência em contratos genéricos e falta de incentivo à permanência de pessoas estratégicas.

Como evitar falhas de governança em startups?

O principal é estruturar desde cedo contratos claros, formalizar decisões e revisar rotinas de governança a cada mudança no negócio. Buscar orientação de quem entende tanto a lógica do negócio quanto os detalhes jurídicos, como faço no projeto Matheus Martins, ajuda a antecipar situações e aumentar a segurança das escolhas.

Por que a governança é importante em startups?

A governança serve para dar clareza, proteger decisões e garantir que todos saibam seus papéis e responsabilidades. Sem ela, surgem conflitos, desorganização e insegurança tanto para sócios quanto para investidores, travando o crescimento da startup.

Quais são os sinais de má governança?

Sinais claros são conflitos frequentes entre sócios, decisões contraditórias, documentação desencontrada, dúvidas sobre participação societária e insegurança jurídica durante rodadas de investimento. Outro sinal é a falta de rotina para compliance e ética.

Como melhorar a governança em 2026?

Melhorar começa com diagnóstico: identificar pontos frágeis, revisar contratos e rotinas, organizar documentos e alinhar interesses dos sócios e investidores. Adotar processos simples, buscar mentorias e revisitar regras após cada ciclo de crescimento faz muita diferença para startups que desejam escalar sem perder o controle.

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Matheus Martins

Sobre o Autor

Matheus Martins

Sou advogado especializado no apoio a empreendedores, especialmente do setor de tecnologia, auxiliando nas tomadas de decisão, estruturação de operações e negociações. Com uma abordagem próxima, pragmática e focada na solução efetiva de problemas, busco simplificar questões jurídicas complexas para garantir clareza e segurança em negócios. Meu trabalho alia leitura de negócios à visão jurídica para apoiar o crescimento das empresas de forma estratégica e segura.

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